segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A minha autobiografia


Eu sou a Neusa Neto tenho treze anos, nasci no dia catorze de Julho de mil novecentos e noventa e sete. Nasci no hospital e vivi em S. Tomé, em Diogo Simão, na altura era gordinha, chamavam-me gorducha. Agora peso quarenta e um quilos, tenho o cabelo castanho e os olhos pretos.
A minha mãe chama-se Otília e tem trinta e oito anos. O meu Pai chama-se Jorgino e tem trinta e seis. Os meus pais estão separados há muito tempo. Eu fiquei muito triste na altura. Conheci os meus avós todos e tenho muitas primas. Tenho dois irmãos, um tem quinze anos e o outro tem sete, eles ficaram em S. Tomé… eu não gosto muito de Portugal.
A minha melhor amiga é a Silvania. Os meus melhores amigos são o Paulo e o Gorginei. A minha comida preferida é batatas fritas com frango assado.

A minha autobiografia


Sou a Marta Jorge tenho treze anos, nasci no hospital Garcia da Orta, em Almada, no dia dezasseis de Setembro de mil novecentos e noventa e sete, pelas dezoito horas. Pesava 3.600 kg e era um bebé muito bonito.
Estudo na Escola Básica da Alembrança não gosto de Matemática, mas gosto muito de Língua Portuguesa e de Inglês.
Tenho duas amigas e gosto muito delas, são a Jéssica e a Maria, estou sempre com elas, mas mais com a Jéssica porque ela é da minha turma, a Maria este ano não é, mas fez parte da minha turma no ano passado.
A pessoa mais importante para mim é a minha mãe, às vezes ela fica chateada comigo... quando faço alguma coisa de mal.
O meu pai não vive comigo, nunca estou com ele, mas gosto muito dele.
Tenho muitos primos e primas, no Alentejo (Santo André), que não conheço.
Tenho duas irmãs a Cátia e a outra é a Maria Micaela, gosto muito delas mas não me dou muito bem com a Cátia.
No futuro gostava de ser Educadora de Infância porque gosto muito de crianças. É assim a minha autobiografia.

ESTA É A MINHA AUTOBIOGRAFIA


Sou Janoilson Gonçalves tenho catorze anos, nasci em Cabo Verde no dia dez de Abril de mil novecentos e noventa e seis à 1h:00. Quando eu era bebé a minha mãe chamava- me de gorduchinho porque era gordinho e muito chatinho. Agora sou um homenzinho, mas continuo chatinho só que agora sou magrinho, maluco e não levo desaforo para casa … eu tenho um grande segredo. Eu só sou simpático quando quero.
Tenho cinco irmãos chamam-se Ertiziana, Leisa , Leila , Ertimeza  e Elson. A minha mãe chama-se Elisabete, tem quarenta e seis anos e é santomista .  As pessoas que eu mais gosto são a minha mãe, a minha irmã Ertiziana, a Leisa e a Leila e os meus sobrinhos que se chamam Viviane (a minha preferida é a Lidiane), o Júnior, o Eriquison e o Diego. Quando estava em Cabo Verde eu era mais feliz, estava rodeado de muitas pessoas que me amam, eu dava tudo para ser feliz. Lá tinha muitos amigos o Zedimer, Maudine, Vá, Elias Eriqueson enfim… a minha namorada que se chama Jaline e ainda espera por mim em Cabo Verde, sinto-me muito infeliz longe de quem me ama. Não cheguei a conhecer a minha avó materna. 

A minha autobiografia



Eu  sou  a  jéssica  Sanches  tenho  doze  anos,   nasci  no  dia  vinte  de  Março de mil novecentos e noventa  e oito. Estudo  na  escola  basica  da  Alembrança,  não  gosto  de  ler,  nem  de escrever, nem  de contar. Não gosto de ler porque  é secante, nem estar  a olhar para o  livro, nem de escrever porque cansa as mãos, nem de contar porque às vezes perguntam-me coisas da minha vida  e eu não gosto de contar nada sobre mim.
Gosto  de estar com as minha amigas e também gosto de  sair. Tenho três amigas a Diana, a Eve e a Marta,  gosto muito delas.  Moro em Almada mas  nasci  em Cabo  Verde,  sou alta tenho um metro e cinquenta ,  o meu cabelo é castanho e os olhos também.  Tenho uma irmã  que se chama Ângela, tem quinze anos e anda na escola António Gedeão.Tenho um primo chamado jair que já tem vinte  e quatro anos . 

A autobiografia do João Cardoso


Sou o João Cardoso tenho catorze anos, nasci no dia vinte e nove de Março de mil novecentos e noventa e seis no hospital Alfredo da Costa em Lisboa. Tenho três irmãs mais velhas e cinco sobrinhos com oito, um, dois e três anos. Tenho também uma sobrinha que nasceu em França há menos de um mês, mas não a conheço.
Eu era muito gordinho quando era pequeno, gostava de jogar à bola e passear pela praia da Costa da Caparica. Era muito brincalhão e gostava de ir aos bailes do meu bairro com o meu pai e os meus irmãos. 

A autobiografia do Marcos


Olá,

 o meu nome é Marcos Santos  tenho treze anos e moro na rua Teófilo de Braga, habito lá há quatro anos. Eu nasci no hospital Garcia de Orta no dia catorze de Junho de mil novecentos e noventa e sete.

Quando era pequenino era muito brincalhão e muito reguila, fazia muitas coisas… gatinhava e o meu tio gostava muito de mim, porque era um bocadinho gordinho e muito brincalhão. Quem gostava de mim era o meu tio, a minha tia, a minha avó, a minha prima, a minha mãe, os meus irmãos todos e sim o meu pai também. Eu fui muito feliz até à morte dele e hoje ainda sou.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

A minha autobiografia

Eu sou Diogo Ribeiro, tenho catorze anos. Nasci em trinta e um de Outubro de mil novecentos e noventa e seis no dia das bruxas, em Lisboa. Quando eu tinha três anos o meu cabelo era castanho leve e encaracolado. O meu apelido quando era criança era pantufa, o meu tio é que me pôs esse apelido e todos concordaram. Vivia e ainda vivo com os meus pais e a minha irmã. Eu sou mais parecido ao meu pai do que a minha mãe. Tenho quatro amigos favoritos, conheci os três amigos na escola e o outro amigo no meu prédio. Eu agora adoro jogar no computador e estar com os amigos. Não gosto de estudar e não gosto da escola. O meu país favorito é Brasil, mas nunca lá fui. Adoro carne de cabra com batata frita, feito pela minha avó materna, odeio peixe de pescada. Adoro criar blogs e vendê-los, eu agora só tenho um blog mas vou criar mais. Eu aprendi a desenvolver o blog mais bonito no dicasparablog. Eu praticava ténis e natação mas desisti porque era muito caro. Quando eu era pequeno vivia em Lisboa, mas agora moro em Almada.
                                                           Dia vinte e quatro de Fevereiro de dois mil e onze

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Meu irmão branco...




Quando eu nasci, era negro.
Quando eu cresci, fiquei negro.
Quando eu vou ao sol, eu sou negro.
Quando eu estou com frio, eu sou negro.
Quando estou com medo, eu sou negro.
Quando estou doente, eu sou negro.
Quando eu morrer, eu serei negro.

E tu, meu amigo branco…

Quando nasceste, eras rosa.
Quando cresceste, ficaste branco.
Quando vais para o sol, ficas vermelho.
Quando tens frio, ficas roxo.
Quando tens medo, ficas branco.
Quando estás doente, ficas verde.
Quando morreres, ficarás cinza.

E depois de tudo isto, homem branco,
Ainda tens a coragem
De me chamar homem de cor?!

Poeta africano anónimo (adaptado)

CIGANA, COMO NÓS



Há muitos anos que uso, pendurada no meu fio, uma medalha com uma letra em aramaico. É um símbolo antiquíssimo que quer dizer «Deus está contigo»! Deus está comigo. Nunca tive qualquer dúvida. E os ciganos também me consideram uma como eles desde que uma vez abri a porta grande e pintada de verde do quintal e os mandei entrar a todos. Eram onze. Entraram e sentaram-se debaixo da nespereira, em cima do carro das mulas que envelhecia desde o tempo do avô, nos degraus da cozinha. Não sei o que me passou pela cabeça mas eles tinham batido à porta, entraram e agora estavam ali e povoavam o quase silêncio dos meus dias com a sua voz cantada, suas histórias de vida ao acaso, seu perfume a lenha queimada e animal saudável. Disseram-me que estavam fartos de pão seco. Pelas estradas da minha terra só lhes tinham dado pão seco, pão duro. As crianças precisavam de tomar qualquer sopa quente. E mostravam-me sacos cheios de bocados de pão velho, de côdeas, de fome adiada. Então combinámos ali, como se nos conhecêssemos desde o princípio do mundo, um almoço de açorda com azeitonas. Fui apanhar um grande molho de coentros enquanto a cigana velha acendia uma fogueira para fervermos uma panela de água com todos os rabos de bacalhau que achei na cozinha. As outras amamen­tavam os filhos enquanto os homens conversavam e fumavam, tranquilamente. Fizemos a açorda no alguidar de amassar o pão. Nunca me lembro de ter sido tão feliz. O poder dispor de qualquer coisa e compartilhá-la com tanta gente, naquela naturalidade espontânea, o ter alhos e coentros e um alguidar de barro que che­gasse para todos comerem era muito bom. Quando a Mãe chegou da casa da minha tia, eu e os onze ciganos comíamos açorda com azeitonas e contentamento. Era a grande família por mim desejada. Os risos! Uma alegria tão grande, tão visível, tão verdadeira! Respirava-se naquela hora um ar tão fraterno e simples que minha Mãe olhou em volta, viu as flores pisadas, o chão que ela mantinha sempre impecável todo sujo e apenas disse:
- Há melancias lá dentro. Vou buscá-las.
E nas mãos dos ciganos, negras, de dedos ávidos e sedentos, as talhadas de melancia nasceram como uma lua nova. Uma das crianças ergueu as mãos e começou
a dançar. Os outros batiam palmas marcando o ritmo. Outra cigana, já mãe, levantou­-se e dançou também. A mais velha de todas agarrou-me pelos ombros e colocou-me no meio deles. Então levantaram-se todos e começaram a dançar à minha volta, cantando uma estranha música de que ainda recordo as lágrimas que me acendeu. A minha Mãe estava comovida mas eles não a chamaram a compartilhar daquele momento. Era como se ela não existisse e o mundo fosse só meu e deles, num tempo absolutamente certo, com espaço e abundância. E fraternidade.
Foi então que a cigana velha disse:
 - Deus está contigo!
E tirou do fundo de uma algibeira muito funda, que um avental negro disfarçava, esta medalha com o símbolo aramaico de que nunca mais me separei!


COLAÇO, Maria Rosa MARIA-TONTA, COMO EU, AMBAR. 

Feito pelo João Palma